Xilos de Guaipuan Vieira

 

LEI Nº 13.375, de 25.09.03 (DO 30.09.03)

 Cria o Dia do Poeta Cordelista.

 O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ

 

 Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º. Fica criado o “Dia do Poeta Cordelista” a comemorar-se no dia 04 de março. Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, 25 de setembro de 2003. Lúcio Gonçalo de Alcântara GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ

Iniciativa: CECORDEL

Na era moderna, a Literatura de Cordel continua respaldada pela técnica da informação, talvez como encarte da grande imprensa. O leitor atesta essa justificativa quando procura os folhetos nos centros rurais e urbanos.
A Literatura de Cordel não esqueceu Leandro Gomes de Barros, responsável pelo nascimento , no Brasil , desse produto da cultura popular que desafiou fronteiras e se tornou um informativo capaz de penetrar na zona rural , repassando o fato preciso a comunidades até então exclusas do acesso à informação. Foi um incentivador da alfabetização, permitindo formar grupos de letrados. Após 138 anos de seu nascimento (19/11/1865) e 85 de falecimento (04/03/1918), é difícil não encontrar no sertão quem não saiba estrofes de romances decorados de Leandro.
Leandro foi ,sem dúvida, o primeiro poeta a publicar estórias versadas no Brasil, por volta de 1889, quando já residia em Recife. Segundo a professora e socióloga Ruth Brito Lemos Terra, em seu livro Memória de Lutas: Literatura de Folhetos do Nordeste–(1893 -1930), o próprio Leandro declara na primeira estrofe do folheto “A mulher roubada”, publicado em 1907.

 

 

“Leitores peço desculpas
Se a obra não for de agrado,
Sou um poeta sem força
O tempo tem me estragado,
Escrevo há 18 anos
Tenho razão de estar cansado “
.

O poeta Chagas Batista que era compadre de Leandro, em entrevista à professora Ruth, afirmou que “...desde 1893 Leandro publicava folhetos em Vitória de Santo Antão, depois em Jaboatão”. A estudiosa observa: “Pode-se concluir que começou a escrever poemas em 1889, como ele mesmo declara, e a imprimi-los em folhetos a partir de 1893. Acrescenta: “... a data de publicação dos seus primeiros textos importa na medida em que significa o surgimento da poesia popular impressa ”. E Conclui: “Pois, como afirma Chagas Batista, Leandro foi o fundador da literatura poética de cordel no Nordeste”.
Permínio Ásfora também escreveu sobre Leandro: “(...) Trechos de sua vida são lembrados ainda hoje. Contam que já morava no Recife quando um senhor de engenho, indignado com um morador, resolveu aplicar neste uma sova de palmatória (...) Um dia o senhor de engenho é surpreendido por violenta punhalada vibrada pela mesma mão que levara seus bolos”. E segue informando que Leandro aproveitando a fato descreveu o folheto “O Punhal e a palmatória” , publicação que o levou à prisão pelo chefe de polícia. Ásfora informa que: “...apesar de folgazão, Leandro era homem de muita vergonha e de muito sentimento. E que naquele já distante ano de 1918 a cadeia constituía uma humilhação, à humilhação da cadeia sucumbiu o grande trovador popular”. Tudo leva a crer que Leandro veio a falecer vítima desse inconveniente. Eis a primeira estrofe do folheto questionado:

“Nós temos cinco governos
O primeiro o federal
O segundo o do Estado
O terceiro o municipal
O quarto a palmatória
E o quinto o velho punhal”.


O pesquisador Luis da Câmara Cascudo confirma: “Conheci o velho Leandro Gomes de Barros. Viveu, com família e decência, exclusivamente de escrever versos, imprimi-los e vendê-los às dezenas de milhares. Tudo quanto escrevia era imediatamente lido pelo povo. É autor de folhetos sem acaso na predileção sertaneja e agresteira “.
Sua produção total é estimada em aproximadamente mil títulos. Eis alguns folhetos de autoria de Leandro Gomes de Barros: Cancão de Fogo, Alonso e Marina, Rosa e Lino de Alencar, Boi Misterioso, Sofrimento de Alzira, Filha do Pescador, João da Cruz, Órfã Abandonada, Índia Neci, O Príncipe e a Fada, Batalha de Oliveiros com Ferrabrás, Branca de Neve e o Soldado Guerreiro, O Cachorro dos Mortos, Os Martírios de Genoveva e História da Princesa da Pedra Fina.
O poeta Carlos Drummond de Andrade chegou a chamá-lo o “rei da poesia do Sertão, em artigo publicado no Jornal do Brasil, em setembro de 1976”.Em 1913, certamente mal informados, 39 escritores, num total de 173, elegeram por maioria relativa Olavo Bilac príncipe dos poetas brasileiros. Atribuo o resultado a má informação porque o título, a ser conhecido, só podia caber a Leandro Gomes de Barros, nome desconhecido no Rio de Janeiro, local da eleição promovida pela revista Fon-Fon!,Mas vastamente popular no Norte do país, onde suas obras alcançaram divulgação jamais sonhada pelo autor do Ouvir Estrelas .
Leandro casou-se com Venustiana Eulália, tendo numerosa prole que era sustentada com o produto da venda de seus folhetos.
No entanto, o CECORDEL, obedecendo ao calendário de homenagens a Leandro, repassa aos leitores a coletânea: LEANDRO GOMES DE BARROS : O INESQUECÍVEL REI DA POESIA SERTANEJA, composta de trabalhos de poetas cordelistas do Nordeste.
Guaipuan Vieira
Presidente da CECORDEL

 

 

LEANDRO GOMES DE BARROS O INESQUECÍVEL
REI DA POESIA SERTANEJA (Homenagem aos 138 anos de nascimento)

 

Neste folheto de feira
Da cultura nordestina
O poeta cordelista
No versejar se afina
Pra falar sobre Leandro
 Desta arte rica mina.
 
Ele muito nos ensina
Em sua farta produção
Como se fazer o verso
Munido de proteção
De uma métrica perfeita
Da mais correta oração.
 
As sabiam opiniões
Traduz a rica ciência
Deste gênio do cordel
Que nasceu com eloqüência
De divulgar esta arte
Sobre a luz da Providência.
 
Temos grande consciência
De sua rica produção
E relevância a história
De cordel desta nação
Desta forma nós poetas
Lhe rendemos gratidão. 
Guaipuan Vieira-Fortaleza(CE)
             -1-
 
 
 
 
Vou falar de um poeta
Que o Brasil conheceu
Leandro Gomes de Barros
Através do cordel seu
Registrou uma grande marca
Assim sua história cresceu.
 
Além de um grande poeta
Teve criatividade
Transformou a folha solta
Em cordel de qualidade
Foi louvável criação
Pra nossa felicidade.
 
Pois Leandro foi sem dúvida
O maior divulgador
Deste folheto de feira
No Nordeste abrasador
E logo todo o Brasil
Via seu grande valor.
 
Valeu sua importância
Na história do cordel
Admiramos Leandro
Pelo valioso papel
Porque hoje o cordelista
É da arte um menestrel.
Chico Salvino-Fortaleza(CE)
                 -3-
 
 
Leandro Gomes de Barros
Chegou ao mundo em Pombal.
Era um caboclo baixinho,
Trabalhador,jovial.
O mundo foi sua escola
A rua era seu jornal.
 
Conhecedor de poemas
E de versos de traslado,
Sonhava com o Romanceiro
Sendo impresso e divulgado,
Ganhando o Brasil inteiro,
Muito além do seu Estado.
 
Quando as gráficas modernas
Usaram linotipia,
Ele conseguiu barato
A velha tipografia
Onde imprimia folhetos,
Empacotava e vendia.
 
Títulos, mais de duzentos;
Folhetos, mais de um milhão.
Foi o mestre do gracejo,
Da história de encantação,
E é até hoje o Rei
Da Poesia do Sertão.
Bráulio Tavares(Paraibano)
Rio de Janeiro
            -5-
Leandro Gomes de Barros
Homem da área rural
Ilustre paraibano
Da cidade de Pombal
Foi com certeza o maior
Poeta nacional.
 
Como cultor do cordel
Ele foi o pioneiro
Por editar tantas obras
Neste solo brasileiro
Que propaga sua fama
Por via do mundo inteiro.
 
O nosso grande Drummond
Mineiro de Itabira
Já afirmara que Leandro
Foi valioso na lira
Com sua obra popular
De autêntico caipira.
 
Num elogio total
Disse que ele merecia
O título que Bilac
Alcançou na Poesia:
Mas se não houve justiça,
Triunfou a hipocrisia
J. Udine  Fortaleza/Ce
            -7-
 
 
Para homenagear Leandro
Fui estudar sua história
E em todos comentários
Constatei sua trajetória
Era um homem de coragem
Também coberto de gloria.
 
Nosso maior cordelista
Na arte era perfeito
Sabemos que escreveu
Para mais de mil folhetos
Por isso que os cordelistas
Mantém o grande respeito.
Joseilton Lima (Fortaleza-Ce)
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Lendo o verso de Cancão
Muito com ele se aprendia
Era um grande professor
Pois assim ele dizia
“Não confiava em ninguém
E nem contava o que via.
 
A fama de Cacão de Fogo
Mas nunca pude imaginar
Que o criador fosse Leandro
Pra o mundo pode passar
Tão grande sabedoria
Ninguém pode ultrapassar.
Dezinho Lemos(Fortaleza)
            -9-
 
 
Em Pombal na Paraiba
Na Fazenda Melancia
Nasceu o rei dos folhetos
Escritor de primazia
Leandro Gomes de Barros
O mestre da poesia.
 
Ao certo mais de mil títulos
Teve a sua produção
Com inesgotáveis tiragens
De forte aceitação
Escrever versos e poesia
Foi a sua profissão.
 
Entre elas estão as proezas
De um namorado mofino
Oliveiros e Ferrabrás
João da Cruz e Antonio Silvino
E criou o Cancão de Fogo
 
O personagem quengo fino.
O poeta cordelista
Deve muito a esse vate
Versejando qualquer gênero
Mostrou sempre seu quilate
Essa data é merecida
Cecordel faz sua parte. 
Léo Medeiros-Recife(PE)
                     -11-
 
 
Num passado ainda recente
Leandro Gomes brilhou
Muitos foram os poetas
Que ele influenciou
Sua fama, seu talento
 Sempre o tempo conservou
 
Na cidade de Pombal
Paraíba ele nasceu
Mas foi em outros estados
Que trabalhando viveu
Dessa forma a sua arte
Ligeiramente cresceu.
 
Foi poeta, foi repórter
Das quebradas do sertão
Fez do cordel um veículo
E de comunicação
Permitindo ao sertanejo
Ter esta sabia lição.
 
Quando em vida esse poeta
Fez muitas publicações
Seu trabalho consistente
Foi sucesso nos sertões
Inclusive até hoje
Vemos novas edições.
Mardonio Cruz-Fortaleza(CE)
 -13-
 
Leandro Gomes de Barros
Foi poeta e criador
Da nossa literatura
De cordel de cantador
Deixou um gande legado
De seu feito de valor.
 
Leandro Gomes de Barros
Semeou nosso cordel
Escreveu muitos folhetos
Não mudou o seu papel
Viveu da literatura
Foi um grande menestrel.
 
 
 
A ele nossa homenagem
Por ter sido inteligente
Fez cordel com distinção
Tudo ele tinha na mente
Foi embora desta terra
Certamente foi contente.
Maria Matilde Mariano-Fortaleza(CE)
        -15-
 
 
Leandro Gomes de Barros                 
Foi vítima de explorador
Resolveu que seus folhetos
Trariam a marca do autor
Deixando assim estampado
Seu retrato como um dado
De que ele era o escritor.
 
E junto com seu retrato
Deu um aviso importante
Para o leitor do Brasil
Saber que existe farsante
Que pega qualquer cordel
Se dizendo o menestrel
Das obras do autor brilhante.
 
Ele também adotou
O acróstico que era usado
Para identificar sua obra
E não ser mais enganado
Este homem fez história
E no quadro da memória
Deixou seu nome gravado.
 
O nome do grande autor
Foi por uns adulterado
Do acróstico que deixou
Teve verso retirado
Sebastião Nunes Batista
Disse que saltava à vista
O absurdo praticado.
Vânia Freitas-Fortaleza(CE)
       -17-

 

 

 

 

 

Para cada ser humano
Há um dom especial
Leandro Gomes de Barros
Recebeu um sem igual
Fazer versos de Cordel
De maneira original.
 
É grande seu cabedal
De poeta popular
Pioneiro no Nordeste
Soube o Cordel divulgar
Com brilho e inteligência
Que ninguém pode imitar.
 
A natureza lhe deu
Inigualável riqueza
Para elevar versejando
Esta mesma natureza
E Deus aprovou no Céu
Sua tamanha proeza.
 
Faço aqui uma defesa
Do tribunal da poesia
Leandro Gomes de Barros
É poeta de valia
Há muito tempo Drumond
De Andrade também dizia.
V. Lemos-Fortaleza(CE)
               -2-
 
 
 
 
Leandro Gomes de Barros
Na vida foi um esteta
Um romancista de peso
De poesia completa
Eu acho até que Leandro
Foi mais do que um poeta.
 
Nosso saudoso Leandro
Foi à própria poesia
Um dom que ainda hoje
Todo mundo contagia
Um verdadeiro quilate
De pura filosofia.
 
Criou o nosso folheto
Na arte de versejar
Que foi um estilho próprio
No mais simples linguajar
Dando o ponto inicial
Na cultura popular.
 
Leandro enquanto viveu
Teve uma sábia memória
Levando junto com ele
Pro Santo Reino da Glória
Mas sempre será lembrado
Nos anais da nossa historia. 
 Jotabê-Fortaleza(CE)      
                       -4-
 
Fértil solo nordestino
Pelo suor é marcado
Viu das suas rachaduras
Nascer um abençoado
Que traduziu a beleza
Pro folheto versejado
 
O grande homenageado
Do folheto coletivo:
Leandro Gomes de Barros
Vou lhe dizer o motivo
Pois nasceu tendo com verso
Um forte laço afetivo
 
Foi poeta muito ativo
E de grande qualidade
Foram mais de mil folhetos
Que deixou pra humanidade
Inspiração e beleza
Para toda eternidade.
 
Muita grandiosidade
Antevia o seu versar
Unia drama e comédia
Reflexo do pensar
Organizando na métrica
Mostrando o seu versejar.
Mauro Machado-Recife(PE)
            -6-
 
Poeta paraibano
Nos dois estados viveu
Na paraiba fez versos
Em Pernambuco escreveu
Na sua tipografia
O real e a fantasia
Deste mundo transcedeu.
 
Quem até hoje não leu
Um cordel Leandreano
Não tem a noção primária
Do valor do soberano
Este rei dos cordelistas
Teve mais de mil conquistas
Sem revelar seu arcano.
 
O solo paraibano
Registrou seu nascimento
Pernambuco lhe abrigou
Lhe dando um novo elemento
E os dois estados de graça
Lhe ovacionam na praça
Verberando o seu intento.
 
Renovo meu sentimento
De louvação e respeito
Leandro Gomes de Barros
Sintetizando o seu feito
Foi o maior cordelista
Nesta arte o grande artista
Seja Leandro um preceito.
 Jorge Filó-Recife(PE)
                           -8-
 
Leandro Gomes de Barros
Fez do cordel seu oráculo
Transformando a residência
Num legítimo tabernáculo
E nesta literatura
Fez o maior espetáculo.
 
No forró o gonzagão
Somou todas as conquistas
Ivanilde Vila Nova
O maior dos repentistas
E Leandro Gomes de Barros
O melhor dos cordelistas.
 
Leandro foi primitivo
No Nordeste brasileiro
Por melhor que a gente escreva
Só ganha o lugar terceiro
Jamais nascerá um gênio
Pra lhe tomar o primeiro.
 
Em matéria de cordel
Na região nordestina
Leandro nasceu dotado
Da providencia divina
Todos nós obedecemos
Sua exata disciplina. 
Horácio Custódio-Fortalea(CE)
             -10-
 
 
Leandro Gomes de Barros
Foi um poeta exemplar
Que semeou no Brasil
A cultura popular
Nesse poeta de classe
Dá gosta a gente falar.
 
Na era 1800
Esse vate genial
No ano 65
Na cidade de Pombal
O Estado da Paraiba
Foi sua terra natal.
 
Já em 1900
E 18 ele morreu
Em Pernambuco que foi
Onde Leandro viveu
Vasta obra literária
Em poesia escreveu.
 
Leandro viveu cantando
Na arte de vida plena
Com ele também cantaram
Dois astros de classe amena
João Martins de Athayde
Joaquim Batista de Sena.    
Afonso N. Vieira-Fortaleza(CE)
-12-
 
Leandro serviu de mestre
Da cultura popular
Romancista do lirismo
Criativo e exemplar
Foi o herói do sertão
Na arte de inventar.
 
Em seu mundo bem vivido
Triunfou no imaginário
Inspirado e comovente
Até hoje o comentário
Suas estórias mais belas
Revivendo o centenário.
 
O poeta rigoroso
Em sua metrificação
Fidelidade ao tema
Saudoso na oração
Em seu gênio literário
A riqueza da expressão.
 
Esbanjava sua poética
Fazia da noite um coito
Na sombra do arvoredo
Quando a brisa dava açoito
Via o brilho das estrelas
No seu versejar afoito.
Maria Luciene-Fortaleza(CE)
  -14-
 
Leandro Gomes de Barros
Quando este homem morreu
Por pouco a Literatura
De Cordel não faleceu
Por sua contribuição
Ela jamais o esqueceu
 
Nos cordéis que ele fez
Foi claro, forte e conciso
A métrica morava nele
Por isso foi tão preciso
De modo que não se encontra
Dele um verso indeciso.
 
 
São oitenta e cinco anos
Sem o grande cordelista
E não há quem faça cordel
Sem ter Leandro na lista
Imita-lo é preciso
Basta seguir sua pista.
 
O cordel sente a falta
Desse escritor de cordel
Que foi com a poesia
Penso, o homem mais fiel
E cabe a nós como ele
Cumprir o nosso papel.
Varneci Santos Nascimento-Guarabira(PB)
                      -16-
 
 
Poeta da Paraíba
Que se tornou o pioneiro
A publicar o cordel
No verso bom e certeiro
Escreveu sátira e crítica
À igreja e à política
Sendo um cristão verdadeiro
 
Era devoto confesso
Da Santa Virgem Maria
Defendia o catolicismo
Das garras da hipocrisia
Dos discípulos de Lutero
Que ele dizia: “não tolero”
Porque só dizem heresia
 
Praticava a fé católica
Contudo não tolerava
A corrupção do clero
Por isso denunciava
Nesta vida de profeta
Para atingir sua meta
O cordel utilizava.
 
Por esta e outras razões
Nosso CECORDEL partiu
Pra criar o dia do poeta
Cordelista conseguiu
Quatro de março é o dia
Que Leandro então partia
Pra Deus de onde surgiu
Gerardo Carvalho Frota(Pardal)
Fortaleza(CE)
       -18-